Com o passar dos dias, Lúria e Valença se encontram na taverna da Raposa Vermelha e resolvem sair em excursão. Entre uma bebida e outra, eles ficam sabendo com Beto sobre luzes estranhas na Mata dos Lenhadores no oeste, algo visto pelo catador Texugo. Curiosos com a situação e prevendo que tal incursão seria mais segura do que as veredas lamacentas do Brejo do Morto, eles partem, mas não antes de preparar seus equipamentos.
Todo o trajeto é ameno e pacífico sob um céu cinzento e uma brisa fresca. Passo a passo, a dupla passa o dia contemplando a região e dando-se conta dos marcos que podem ajudar em futuras jornadas. Por fim, com um céu acobreado já sem muitas nuvens, no morrer da tarde, chegam ao acampamento dos lenhadores. Lá encontram Paulinho Tomba Tronco e quatro companheiros. Compartilhando pão, carne e cerveja, eles passam a noite com os trabalhadores e descobrem que a mata está cheia de aranhas e que os animais parecem mais hostis do que de costume.
No alvorecer, Lúria e Valença resolvem seguir a direção oeste, por dentro da mata, navegando a partir da lembrança de uma estranha luz brilhante que viram no seu período de vigília na noite anterior. Mergulhando na floresta, percebem que a vegetação é densa, o clima é tenso e a penumbra uma constante. Investigando chão e árvores, os dois anões encontram ossadas diversas, incluindo de fadas e sinais de aranha.
Ao se aproximarem do que parecia ser os restos de uma antiquíssima estrada, se dão conta que estão rodeados de casulos. Em dúvida se há aranhas ou suas vítimas em seu interior, eles descobrem da pior maneira possível, pois um dos casulos se parte e quatro aranhas do tamanho de crianças de dois anos saem de lá. Famintas e ágeis, os monstros partem, em saltos, para cima dos aventureiros.
Em combate difícil, Valença e Lúria são mordidos e presos pelas aranhas que tentam devorá-los a todo custo. A anã, cercada por três das criaturas, desfalece, enquanto o anão pirata, com muito custo, sangra mortalmente a aranha que o prendia. Em desespero, Valença respira fundo, joga a aranha moribunda em uma outra aranha e auxilia sua companheira, ainda conseguindo tempo de conter com sua rede de pesca duas aranhas.
Vendo a situação da companheira, o anão larga todo os seu equipamento e empreende uma fuga, retornando em segurança para o acampamento dos lenhadores e pedindo que, mais uma vez, ele e Lúria possam pernoitar no lugar. Na alta noite, contudo, o descanso é interrompido e o acampamento é atacado por aranhas e um feiticeiro misterioso. Valença e Lúria, com a valentia dos anões, seguem em auxílio dos lenhadores, mas o fim é trágico.
Ante o poderio das aranhas e as artes arcanas do feiticeiro o grupo de lenhadores tomba, incluindo Paulinho Tomba Tronco. Valença e Lúria empreendem fuga, feridos e marcados pela derrota. No amanhecer, contudo, apenas um dos anões chega vivo e mudado para sempre após a experiência terrível. Sob a luz de um sol amargo, Valença é recebido nos portões da cidade com o corpo de Lúria, afirmando: “tenho péssimas notícias, há aranhas no oeste, os lenhadores morreram e dentre eles Paulinho Tomba Tronco que fora um verdadeiro herói.”