Eles se reuniram em Vau Bruno para uma outra aventura. O grupo era composto por Pedro, o Amável; Shura, clérigo; Valença, anão e ex-pirata; e Waldemar, um homem das montanhas. Antes de partirem, revisaram o inventário e contrataram dois homens: Zé Maria e Carvão, homens de Vau Bruno acostumado com os arredores.
Seguiram até o local onde os homens-lagarto haviam sido mortos, próximo ao Bosque dos Rostos. Sem demora, encontraram rastros: não apenas de um lagarto, mas de algo maior, estranho à ordem natural. Eles então seguiram a trilha até um descampado.
Ali, viram a torre, erguida de ossos, empilhados em uma arquitetura grotesca, alheia a lógica dos povos livres.
Diante daquilo, o caçador Zé Maria entrou em pânico e fugiu sem aviso, deixando o grupo à própria sorte. Os demais permaneceram, embora o medo se fizesse presente no suor que escorria de suas testas.
Shura sugeriu camuflagem, o grupo concordou e usou tecidos e vegetação para se esconder. Funcionou, mas, apenas por um tempo. Quando a noite caiu, o horror se revelou. Entre meia-noite e três da manhã, ouviram gritos humanos e animais, carne sendo rasgada, ossos partindo.
Não viram o festim diabólico, mas ouviram o suficiente e sobreviveram ao quer que aquilo tenha sido. Ao amanhecer, concluíram aos sussurros: tudo ocorre na madrugada.
Decidiram então enviar Nêmesis e Valença para reconhecimento. Enquanto isso, Shura passou por um episódio estranho envolvendo fogo e posteriormente cura, algo que ninguém compreendeu bem.
A dupla se aproximou da torre e observou. Dentro, havia um ser monstruoso, composto de ossos, carne flácida, gosma e trevas. No terreno ao redor, vísceras estavam espalhadas, organizadas em figuras litúrgicas. O sangue era abundante. O cheiro, insuportável.
Ao retornarem, relataram o que viram. A descrição foi interrompida quando Nêmesis vomitou, incapaz de sustentar a lembrança. Diante disso, recuaram, agradecidos por ainda estarem vivos.
Assim, voltaram para Vau Bruno com algo mais valioso que coragem: informação e a certeza de que aquilo não era apenas uma criatura, mas algo maior, sistemático e profundamente perturbador.